MPF/AM: segundo dia de júri popular terá interrogatório dos acusados de matar policial peruano e comerciante em Tabatinga
30.11.2011 - No primeiro dia foram ouvidas as testemunhas de acusação e de defesa; sessão pode se estender ao longo da semana
O segundo dia do julgamento dos acusados de matar o policial peruano Edgar Montesino e o comerciante Máximo Cabrera Medina, em abril de 2008, em Tabatinga (município localizado a 1.105 quilômetros a oeste de Manaus) inicia na manhã de hoje (30) com o interrogatório dos réus. Jaime Machuca Grandes, Jorge Moçambite da Silva e Lucicláudio Souza Silva, que estão presos, foram denunciados pelo Ministério Público Federal (MPF) pelos crimes de duplo homicídio qualificado e formação de quadrilha. Jair Ardela Michhue, o 'Javier', também é um dos acusados e teve o processo desmembrado, sem data ainda para ir a julgamento.
A sessão do Tribunal do Júri federal teve início na manhã de ontem, quando foram ouvidas as testemunhas de acusação e defesa. Algumas das testemunhas prestaram depoimento diretamente de Tabatinga, por meio de videoconferência. Por volta de 20h de ontem (29), a sessão foi suspensa com retorno na manhã de hoje.
A previsão é de que, além do interrogatório dos três acusados, os debates – etapa em que os representantes do Ministério Público e os defensores dos réus têm oportunidade de se manifestar e defender as teses – tenham início no dia de hoje.
A sessão do Tribunal do Júri é presidida pelo juiz substituto da 2ª Vara Federal, Márcio André Lopes Cavalcante, e os procuradores da República Isac Barcelos Pereira de Souza e Silvio Pettengill Neto representam o MPF. O julgamento ocorre na sede da Justiça Federal do Amazonas, na avenida André Araújo, 25, Aleixo, zona Centro-Sul de Manaus, é aberto ao público e poderá se estender ao longo da semana.
Tráfico de drogas - Edgar Montesino era policial peruano que atuava no setor antitóxico da Polícia Peruana e, em cooperação com a Polícia Federal brasileira, trabalhava para desarticular uma organização criminosa de tráfico de drogas que atuava na região.
'Javier', Jaime, Moçambite e Lucicláudio foram denunciados pelo crime de homicídio qualificado, previsto no artigo 121, §2º, I, III, IV e V do Código Penal, e pelo crime de formação de quadrilha, conforme artigo 288 do Código Penal.



