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3.4.2008 - MPF/AM denuncia envolvidos na Operação Gourmet Fonte: PR/AM
O Ministério Público Federal no Amazonas (MPF/AM) ofereceu esta semana duas denúncias, à Justiça Federal, contra 11 envolvidos em organização criminosa que operava no tráfico internacional de drogas, adquirindo carregamentos de cocaína em Letícia, na Colômbia, para distribuição nos estados do Amazonas, Pará e Maranhão. As ações penais são resultado da Operação Gourmet, deflagrada pela Polícia Federal (PF) no último dia 4 de março.
De acordo com o procurador-chefe da Procuradoria da República no Amazonas (PR/AM), Edmilson da Costa Barreiros Jr., as denúncias foram separadas de forma a garantir à sociedade um andamento mais célere ao processo e tiveram sua origem a partir de um trabalho conjunto do MPF/AM e da Justiça Federal, que analisaram e definiram as medidas de interceptação telefônica, durante a investigação policial, que permitiram a produção das provas dos crimes.
Na primeira denúncia, J.F.P.F., J.F.S.P., F.P.S.G., I.A.S. e E.G.A.F. são acusados de homicídio, tortura, ocultação de cadáver, e associação para o tráfico internacional de entorpecentes.
De acordo com o MPF/AM, a sessão de tortura e a morte de Kleber Barros Raiol, vulgo “Careca”, teriam acontecido em razão de ordens passadas por J.F.P.F, via celular, de dentro da Penitenciária Raimundo Vidal Pessoa. Kleber era cozinheiro da embarcação denominada “Oliveira”, que, em 04 de agosto do ano passado, vinha de Tabatinga (AM) com mais de 60 quilos de cocaína. Quando a embarcação passava por Manacapuru (AM), J.F.P.F e I.A.S. foram presos com cerca de 16 quilos da droga, ao descarregarem o entorpecente em um bote.
O restante da droga, que vinha escondido sob o estoque de frangos dentro do freezer da embarcação, teria sido retirado por Kleber, que, de acordo com depoimentos, só detinha propriedade efetiva de 2,5 kg (dois quilos e meio) da cocaína. A apropriação feita por Kleber desencadeou o início de uma busca da quadrilha pelo entorpecente, o que, ao final, resultou no assassinato do cozinheiro com quatro tiros, em 07 de agosto, depois de, dentre outras lesões, ter seus dedos e ossos da mão direita quebrados.
Outros envolvidos
Na segunda denúncia oferecida pelo MPF/AM, além dos arrolados na primeira, os nomes de L.R.F., A.R.B., M.F.L., R.S.C., J.A.B.A. e A.S.A., são incluídos sob acusação de associação para o tráfico transnacional e interestadual de entorpecentes. F.P.S.G., L.R.F., J.A.B.A e A.S.A. também são acusados de tráfico transnacional de entorpecentes; J.F.P.F. e J.F.S.P. de porte ilegal de arma de fogo com numeração raspada; F.P.S.G. e J.A.B.A de porte ilegal de munições de uso restrito; e J.F.P.F., J.F.S.P., F.P.S.G., I.A.S., L.R.F., A.R.B., e M.F.L. ainda são enquadrados por lavagem e ocultação de capitais obtidos com atividades de organização criminosa no narcotráfico.
A Operação Gourmet teve origem durante as investigações da Operação Diplomata, a fim de desbaratar organização criminosa que operava no tráfico internacional de drogas, adquirindo carregamentos de cocaína na Colômbia para distribuição no Amazonas e em outras unidades da federação.
Júri Federal
A primeira denúncia oferecida no bojo da Operação Gourmet visa apurar os crimes de homicídio, tortura, associação para o tráfico internacional de entorpecentes e ocultação de cadáver. De acordo com o MPF/AM, tendo em conta que o crime de homicídio foi praticado no contexto de uma organização criminosa voltada/associada ao tráfico internacional de entorpecentes, tal crime deve ser levado à Júri e, como a competência para apuração de tal fato é da Justiça Federal, a morte de Kléber será apurada por meio de um Júri Federal.
Segundo informações da assessoria de comunicação da Justiça Federal, o último Júri Federal realizado no Amazonas aconteceu em novembro de 2004.
Lista de crimes:
1ª Denúncia:
2ª Denúncia:
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